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segunda-feira, 18 de março de 2013

Eu escutei esse poema no segundo grau eu achei comovente eu fui a favor mais depois desse poema vou pensar um milhão de vez antes de mudar de ideia leia e pense nisso.



Carta de um bébé abortado!
   "Olá mamã, tudo bem? Eu estou bem, graças a Deus. Fui concebido à alguns dias na tua barriguinha, mas não te posso explicar como me sinto feliz por saber que vais ser a minha mamã e por ver o amor com que tu e o papá me geraram.
   Tudo parece indicar que serei a criança mais feliz do mundo Mamã! Há um mês que vivo dentro da tua barriga e já começo a ver o meu pequenino corpinho a formar-se, quer dizer não estou tão bonito como tu, mas dá-me uma oportunidade e vais ver como serei um lindo bebé Estou tão feliz! Mas há alguma coisa que me está a preocupar...ainda não sei o que é, mas espero descobrir em breve.
  Mamã, ultimamente percebi que há algo se passa na tua cabeça que não me deixa dormir, mas tudo bem, não ficas desesperada, eu sei que isso vai passar. Mamã, já passaram dois meses e meio, estou super feliz com as minhas novas mãos e estou cheio de vontade de usá-las para brincar.
   Mamã, conta-me. O que se passa? Porque choras tanto todas as noites? Porque discutes com o papá sempre que se encontram? Porque gritam tanto? Já não me querem? Prometo que vou fazer o possível para que me queiram.
   Já passaram três meses mama, e sinto que estás sempre deprimida, não entendo o que te está a acontecer, estou muito confuso. Hoje de manhã fomos ao médico e ele marcou uma nova visita para amanhã. Mas eu sinto-me bem. Sentes-te mal mamã?
   Mamã já é dia, onde vamos? O que está a acontecer mamã? Porque choras tanto? não chores, não vai acontecer nada. Mamã não te deites, ainda são duas horas da tarde, não tenho sono, quero continuar a brincar com as minhas mãozinhas .
   O que faz este tubinho na minha casinha? É um brinquedo novo? Porque é que ele está a engolir a minha casinha? Mamã!
   Essa é a minha mãozinha...porque a arrancou? Não vê que me faz sofrer!  Ajuda-me mamã, defende-me, ainda sou muito pequenino, não me consigo defender sozinho.
   Estão a arrancar a minha perninha, manda-os parar mamã, eu prometo que me vou portar bem e que não te dou mais pontapés. Como é que me podem fazer isto? Ele vai ver quando eu for grande e forte...ai mamã já não consigo mais, ajuda-me mamã, ajuda-me...
   Mamã já passaram 17 anos desde aquele dia e eu daqui do céu consigo ver a tua dor por teres tomado aquela decisão. Mas, por favor não chores, lembra-te que te amo muito e que vou estar aqui à tua espera com muitos abraços e beijos.
   Com muito amor, do teu bebé "